Sobre o dia da “mulher negra”

Então… Sobre 25 de Julho –  Dia da Mulher Negra
 
Quantos textos e poesias eu já fiz sobre a mulher negra, não é mesmo? Algumas mentes desatadas, outras permaneceram empacadas. Ser MULHER NEGRA não me torna inferior, mas exige-me uma consciência de “quem eu sou” na sociedade.
 
Não é novidade que o padrão de beleza é eurocêntrico, mulher branca, traços finos, cabelo liso. É a “preferência” mundial. A mulher negra é preterida desde sempre. Apelidos na infância, solidão ao crescer.
 
Racismo é um problema social, estrutural e permanente. A mulher negra tem demandas específicas e urgentes! Nosso cabelo natural NÃO é moda, NÃO é estilo, é nossa identidade! Entendem? Queremos ser respeitadas e aceitas em nosso ambiente de trabalho sem olhares tortos ou opinião besta que “ficamos melhor escovadas”.
 
Até porque… Isso foi a cultura infeliz, enraizada, de que assim, nossa aparência não seria de “relaxada”.
 
Estou me esforçando para achar aqui, um ponto bom a dizer… Sim, estamos avançando, ocupando lugares, sendo notadas! Mas ainda somos a cota.
 A cota na publicidade
Na mídia
Nas universidades…
Mas a burguesia grita: “fora macacos cotistas, né?”
 
Cansamos de chorar pelo genocídio do nosso povo preto, 111 tiros! Nossas mães não aguentam mais! Pra eles… São apenas mais um.
 Na estatística.
 
Nossa pele preta já nos torna suspeitos, nos julga e nos condena! Não adianta recurso, eu bem vejo no sistema! Preto é culpado, é traficante; branco é viciado, usuário, coitado!
 
Violência obstétrica – somos o alvo.
Nações escravizadas. Querem nos fazer de isca…
Mulher negra – não somos só corpos.
Não somos

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