Se não retirar o lixo, os ratos voltam…

Como todos os meus textos, não tenho a menor pretensão de ser “lida” como verdade absoluta, apenas quero te fazer refletir…

Quantos anestésicos você tomou no último mês? Quantos repelentes usou? Até quanto vai usar paliativos para essa sua dor crônica?

Pensa numa casa cheia de lixo, pensa no odor… Em vez de retirar o lixo, você usa “bom ar”; coloca ratoeiras, usa repelentes, e vai “tapeando” até quando der. A ilustração parece ridícula não é mesmo? Mas é o que a maioria de nós fazemos todos os dias com a nossa própria vida.

É mais cômodo fingir que não viu aquela pessoa, do que ligar e pedir perdão, ou melhor, dizer: eu te perdoo.

“Devo e não nego, pago quando puder”, mas por que você não para de comprar e negocia sua dívida?

Tem ido à farmácia como no supermercado, não é mesmo? E ao médico, quando vai?

Rancores, ódio, dores, incertezas, egoísmo, vaidades. Lixos acumulados na alma da gente que já nos acostumamos, nos acomodamos! Os paliativos servem para dizer: “Está ruim, mas nem tanto, dá para esperar mais um pouco”. Uma mentira que nos conforta, mas os ratos estão ali, entorno, esperando uma brecha para te atacar, afinal o lixo você até agora não decidiu tirar.

Suscetível a uma depressão, a perder alguém importante sem a chance de uma reconciliação… Se não retirar o lixo, os ratos voltam! É necessário resolver o foco do problema, mudar os velhos hábitos, ter coragem para o novo, reaprender com a simplicidade de uma criança, a não deixar para depois aquilo que deveria ter sido resolvido ontem.

Continue Reading

Baleia azul 🐋 O jogo

Poderia questionar cada item com você.
Tentar até compreender o propósito dos 49 desafios…
Mas quero ser objetiva,
Vamos para a conclusão.

A morte de um propósito.
A dor de uma mãe indignada, sem entender coisa alguma.
Amigos chocados, com raiva até, perguntando…                            

 Por que isso?

O desafio n°51 é: volte de onde estiver.
Mas sabe porque não te contaram?
Porque não há volta! Você está sendo enganado.

Ei, aqui é uma “curadora” dizendo a ti:
Pare agora mesmo esse “desafio”.
Deus te ama e te quer vivo para que Ele cumpra os propósitos em sua vida.

#NãoaoSuicídio

Continue Reading

Mães encarceradas, filhos condenados?

Sonhos estagnados numa cela,
Como se a realidade já não fosse suficientemente dura.
Dúvidas que pairam um muro,
Inocentes, reféns do sistema.

É questão social? Pare pra pensar!
Que moral o Estado tem pra determinar o futuro de alguém?
Confortável, você julga,
Mulheres sedentas de ajuda!

Seis meses de felicidade paralela,
É o cronômetro da ruptura.
O que faria no lugar delas?

A dor no peito não cabe,
São olhos fitos na grade,
A voz embarga, no último adeus.

Recentemente, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, foi beneficiada pela prisão domiciliar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu a decisão do juiz Marcelo Bretas, por entender que os filhos menores do casal, de 10 e 14 anos, não podem ser privados simultaneamente do convívio com os pais.

Até aí tudo ok se… O benefício da “prisão domiciliar” fosse aplicada a TODAS as detentas que possuem e necessitam desse direito. Dispõe o artigo 117 da Lei de Execução Penal (LEP):

                                                                       

Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de:

III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;

IV – condenada gestante(grifos nossos)                                                                                                                                                                             

Atualmente, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos, a quinta maior população carcerária feminina do mundo.

Segundo um estudo do Ministério da Justiça, a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras.

Não é preciso entender de Direito, muito menos de estatística para comparar o “caso da ex primeira dama” com a realidade das detentas do Brasil, é frustrante! A mulher gestante presa ou com filho menor, se for negra e não tiver condições financeiras para custear um advogado, infelizmente ela terá os piores tratamentos dentro do sistema carcerário, haja vista ele ter sido “criado” em toda sua estrutura para homens.

Presos que menstruam, por Nana Queiroz

Eu ainda não consegui terminar o livro, de tanto que choro com cada relato… A forma cruel, desumana que o Estado trata as mulheres presas é revoltante, e isso triplica quando estão gestante. é de embrulhar o estômago. Elas estão ali para cumprir uma pena, mas se fosse você no lugar delas?

Vamos viajar um pouco… Você é mãe de uma menina linda, com 3 anos de idade. Você precisa trabalhar e a deixa com seu marido, que está de folga nesse dia. Mas você esquece sua carteira e volta… Flagra o infeliz estuprando sua menina. O que você faz? Opção 1: Ora. Opção 2: Chama a polícia. Opção 3: voa em cima do desgraçado e “acaba” o matando… Bem, se você como eu, escolheu a opção 3, com toda certeza será presa, e se estiver “pela Defensoria Pública”, poderá ser mais uma a relatar frases como essas do livro:

“Sabe, tem dia que fico caçando jornal velho do chão para limpar a bunda” – Maria Aparecida

A vida da presa é assim: não pode nem olhar se nasceu com todos os dedos das mãos e dos pés“, conta Gardênia, que ficou algemada à cama durante boa parte do trabalho de parto e, quando sua filhinha Ketelyn nasceu, não pôde sequer pegar o bebê no colo.

Aline, durante a detenção em Belém do Pará, tomou uma paulada na barriga e ouviu do policial:Não reclame, esse é mais um vagabundinho vindo para o mundo”.

Está chocado(a)? Fo** é saber que temos uma lei que só funciona para quem pode custear a garantia dos seus direitos. Que o Estado é negligente, isso não é novidade! Mas eu, você, sociedade, não podemos mais ser omissos! O “benefício” concedido à mulher do cidadão que afundou o Estado do Rio de Janeiro é um verdadeiro tapa na cara nas detentas brasileiras.

Continue Reading

Cultura deveria ser ponte e não muro! Será?

No início deste mês, uma menina branca foi (supostamente) abordada dentro do metrô de Curitiba por mulheres negras, pedindo para que ela retirasse o turbante que usava, pois tal atitude era apropriação cultural.

Então ela disse: “Tirei o turbante e falei ‘tá vendo essa careca, isso se chama câncer, então eu uso o que eu quero! Adeus.”, Peguei e sai e ela ficou com cara de tacho’”.

Após a repercussão nas mídias, determinada equipe de jornalismo a procurou para uma entrevista, mas ela disse não estar preparada para responder 🤔🤔🤔

Cadê as mulheres negras que pararam essa menina? Precisamos ouvir a versão delas, não é mesmo?

Enfim… Não estou aqui para dizer quem está certo ou errado, afinal sou uma operadora do Direito e tenho a plena certeza de que não se pode “condenar” pessoa alguma sem provas e direito a ampla defesa.

Contudo, essa semana li um comentário nas minhas redes sociais (cuja resposta está sendo neste post) que dizia o seguinte: “Cultura deveria ser ponte e não muro!” Fiquei tentando responder mentalmente… E me vieram diversos questionamentos:

1) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas quando uma negra põe um turbante (principalmente se for branco) é chamada de macumbeira, ou recebe olhares de espanto, nojo, indignação, ouve que quer “aparecer”. Por outro lado uma mulher branca de turbante é cool, estilo, capa de revista. Dói, viu?

2) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas se uma mulher/homem negro decide usar tranças, nagô, rasta, dread é chamado de preto sujo, fedido, mendigo, porca, questionam se lavamos o cabelo, se “dá” pra lavar… Por outro lado, uma pessoa branca, principalmente os loiros, que usam dread, rasta, fazem um verdadeiro “sucesso” por onde passam… Dói pra caramba, a gente sente na pele a descarada discriminação brasileira!

3) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas não importa o que o negro/negra seja, faça, exerça, precisamos o tempo todo fazer o melhor, nos impor, desconstruir, lutar! Médicos residentes, quantos negros você vê no Sistema Único de Saúde (tirando os profissionais de limpeza)? Já perdi a conta de quantas vezes fui atendida por médicos, brancos obviamente, que me olharam com cara de nojo, a ponto de eu sair e ir ao banheiro depois pra ver se eu estava suja, ou desarrumada, algo do tipo. É humilhante.

4) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas quem disse isso foi uma colega branca, que felizmente não é objeto de racismo nem preconceito.

5) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas essa ponte é da onde para onde? De brancos que viram “style” usando turbantes, dread, rasta? Estranho! Pois quando negros alcançam posições de destaque precisam exaustivamente provar sua qualificação. Essa ponte só funciona em uma direção, não há conecção, mão dupla, não há!

6) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas quando exponho meus questionamentos sou A MIMIZENTA com complexo de inferioridade. Afinal, “os negros são os mais preconceituosos”. 🙄😒😴

7) De fato, cultura deveria ser ponte e não muro… Mas a questão não é sobre indivíduos, e sim sobre um coletivo, uma história, uma sociedade.

Eu, Ananza, jamais pararia alguém na rua pra arrancar turbante ou o que seja, cada um faz e usa o quer da vida, PORÉM…. Acredito que RESPEITO e EMPATIA pelo valor, cultura, credo do outro é ESSENCIAL!

Continue Reading

Etiqueta Gospel

Pronto! Se esse texto for lido até o final, sei que vai ter uma galera (principalmente dos grupos que faço parte) que vai me detonar, mas enfim… Estamos aqui pra isso mesmo!

Etiqueta gospel. Não. Não se trata de um comportamento diferenciado dos13 cristãos. Trata-se de uma epidemia de insanidade, falta de bom senso e ausência total de temor a Deus.

Sabe etiqueta de loja, é nesse sentido. Tudo vira mercadoria, música, moda, filme, desenho, balada, filme pornô (foi isso mesmo que leu) e para comemorar a ascensão desse mercado de entretenimento “exclusivo”, lançaram um energético que é pura PRESSÃO!

Fico pensando qual o real objetivo de tudo isso… Tem coisas que até fazem um determinado sentido. Músicas, desenhos, filmes, entendo que a etiqueta gospel seja para sinalizar que o conteúdo é sobre “Cristo”, sobre o Evangelho. Mas e “moda gospel”, um tipo de roupa me “santifica” mais que outra? Leitor, isso não é uma pergunta retórica, gostaria realmente de compreender.

Chocante mesmo foi o “pornô gospel”. Não sei se Cristo chorou nesse momento ou sentiu náuseas… Quando eu penso que já vi de tudo, vem a “indústria gospel” e me surpreende!

Te convindo a etiquetar com Cristo a sua mente, o seu coração, a sua vida! Vivendo o verdadeiro Evangelho com temor e santidade. É simples. Se passar disso é heresia.

Fique a vontade pra me detonar, mas antes ache fundamento na Bíblia para sua etiqueta. Se achar, eu não terei orgulho algum de me retificar.

Fiquem na paz.

Continue Reading