Afinal, o que esse tal de empoderamento feminino?

Afinal, o que é esse tal de empoderamento feminino?

Ontem, minha irmã pediu minha ajuda para desenvolver um trabalho de escola, cujo tema era o empoderamento feminino do Brasil. Antes ela tinha elaborado um texto, eu o analisei e cheguei a seguinte conclusão: nós mulheres precisamos conversar mais sobre isso!

Então vamos lá…

Você sabe o conceito de empoderamento? Empoderar é “dar poder”. Mas que “poder” é esse? Poder de posicionamento das mulheres em todos os campos sociais, políticos e econômicos. A luta pela representatividade é diária. Trata-se de uma consciência coletiva, expressada por ações que promovem o fortalecimento das mulheres e a equidade de gênero.

Segundo a ONU, Empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável“, sendo assim, em 2010 foram estabelecidos alguns princípios de empoderamento das mulheres, vejamos:

🙋1- Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.

🙋2- Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.

🙋3- Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.

🙋4- Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.

🙋5- Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.

🙋6- Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.

🙋7- Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

Para saber se esses princípios vem sendo aplicados, basta você perguntar a 2 ou 3 amigas como é no trabalho dela… Infelizmente há empresas que sequer “ouviram falar” disso. Lamentável! 

As definições de empoderamento são inúmeras, mas na prática, como isso funciona? O empoderamento feminino “diz”: mulher você pode! Você é capaz. Sua saia curta não te faz culpada pelo estupro! Se você quiser ser bela, recatada e do lar, ok! Mas se discordar disso, ok também!

Bela ou não, quem define senão seu próprio eu?
Recatada ou extravagante, submissa ou insubordinada,
Do lar, do bar, workaholic ou à toa…
Deem paz às suas escolhas.

Estereótipos impostos como padrão pela mídia,
Um estilo de vida exaltado de forma machista!
Tudo bem se “ela” está de boa com isso…
Só não esperem que nós, aplaudamos isso.

Já diziam por aí…
Lugar de mulher é aonde ela quiser.
Concordo plenamente!

Não nos diga para ficar quietinha, fazer cara de boazinha e ser prendada na cozinha,
Jaz mulheres passivas,
Hoje temos uma consciência empoderada.

(Ananza Figueiredo)

 

Imagina uma corrente de mulheres de todos os biotipos, etnias, estilos, classes sociais, níveis de escolaridade, num mútuo respeito. Sororidade, para desconstruir uma cultura patriarcal onde afirma que as mulheres devem estar sempre competindo entre si, numa posição de rivais. Isso é empoderamento.

Tempos atrás eu pensava: “prefiro ser chefiada por homem do que por uma mulher. Mulher é cheia de frescuras, muda de humor várias vezes por dia, pode cismar comigo, é invejosa, vingativa…” Sinto até vergonha de confessar isso, mas era de fato o que eu pensava! Mas por quê? Foi o que ouvi durante anos… E provavelmente em algum momento da sua vida, também já deve ter tido esses pensamentos infelizes que silenciaram e barraram o empoderamento de muitas mulheres ao nosso redor.

Se fosse eu a me candidatar para um cargo de chefia? Conseguem compreender o abismo que inconscientemente muitas de nós criamos ao longo do tempo? A conscientização de que não somos inimigas é um processo longo!

O empoderamento promove a autoestima, a conscientização e força para lutar por igualdade de direitos, pela liberdade de ser ou não ser, de estar, de viver e trabalhar como e onde queira. Outra questão que muito observo e pouco vejo falarem:  a busca pelo conhecimento. No meu ponto de vista é o principal fator de empoderamento. Obviamente isso vale não só para as mulheres, mas para todos.

No entanto, dentro do contexto que está sendo exposto, uma mulher empoderada não é só aquela que como eu, assume seu cabelo crespo, sua real identidade, é também e principalmente, aquela que conhece seus direitos, seus deveres, seu papel social, seus valores e necessidades, que tem capacidade para falar de “igual para igual”. Digo isso pela nossa sociedade que ainda é majoricamente machista e dificulta ou veta a participação da mulher em vários seguimentos.

Mulher, não antene-se apenas no que está nas redes sociais, busque conhecimento em outras fontes. Volte a estudar e se ainda estuda, aprofunde-se. Sonhe e ouse, mas esteja preparada para qualquer que seja sua escolha.

Há inúmeros textos sobre empoderamento na internet, leiam! Sempre digo, não sou dona da verdade, essa é apenas a minha visão e minha vivência sobre o tema, não tive a intenção de esgotar o assunto. Mas com todo amor espero que vocês tenham compreendido o que é e qual a importância empoderamento feminino em nosso dia a dia.

Fiquem na paz.

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Quero publicar um livro! E agora?

Desde que publiquei oMinha Vida Contada em Poesiasempre me perguntam… “Como você fez?”, então aqui vão algumas dicas…

💡 POR ONDE COMEÇAR?

Escrevendo meu bem! Escreva, rabisque, até uma boa ideia aparecer.

💡 DIVULGUE!

Divulgue parte dos seus textos para amigos, família… Mas procure mostrar para pessoas sinceras, pois se o seu texto estiver sem nexo, confuso, chato, péssimo, você realmente vai saber!

💡 REVISE

Quantas vezes forem necessárias! E quando achar que está bom, REVISE mais uma vez!

Aqui é o momento mais IMPORTANTE (na minha opinião) para quem quer despertar o interesse de alguma editora. Se você não é um expert na língua portuguesa, tio “Google” e o querido “Word” estão aí pra te ajudar (PRA CARAMBA A BEÇA), então amores, nada de “concertezas”, nem “agente” (a não ser que você esteja escrevendo um conto policial), ok?

Bem… Em terra de “Whatsapp” e “Snapchat”, quem souber diferenciar “mas” de “mais”, está no lucro e tem grandes chances de ter seu original ACEITO!

💡 REGISTRE

Texto escrito (DIGITADO POR FAVOR) e devidamente revisado, hora de IMPRIMIR e registrar.
ONDE? BIBLIOTECA NACIONAL
http://www.bn.br/servico/direitos-autorais/registro-ou-averbacao

Acesse o link que lá tem todas as informações! O valor é R$ 20,00 (vinte reais).

💡 ENVIE SEU ORIGINAL

Depois de registrar sua obra, é hora de enviar o original! Aqui as palavras chaves são: BOM SENSO, PROFISSIONALISMO e CAPRICHO.

Estude e entenda seu público alvo e procure editoras que publiquem esse gênero. Se você escreve Poesias como eu, não adianta mandar seu original para uma editora que só publica ficção. PESQUISE!

Há editoras que recebem os originais através de documento em PDF, já outras somente pelos Correios. Porém, tanto num caso como no outro é necessário que o seu original seja enviado de forma mais caprichosa possível. Acompanhado de um breve resumo do conteúdo e um “micro” currículo, para que o editor saiba quem é você (nada de gaiatice, seja profissional!).

💡 ESPERE (NÃO SUFOCA)

Por fim, ore e ESPERE! Não fique ligando nem mandando e-mails para a editora, isso é queimação total de filme! Se tiver que acontecer, vai acontecer!!!

 MINHA EXPERIÊNCIA

Minha intenção inicial era pagar uma gráfica para produzir o livro e assim eu comercializar de forma independente. De tanto eu ler e ouvir o quão difícil era uma editora publicar um livro de um “desconhecido”, de cara já descartei essa possibilidade. Mas um dia resolvi “arriscar”, ora, não tinha coisa alguma a perder!
Segui os seis passos acima e… Quinze dias depois, recebo o seguinte e-mail:

Date: Thu, 27 Feb 2014 11:08:38
Subject: Editora Multifoco
“Cara Ananza,Seja bem vinda! A Multifoco aprovou seu original para publicação


Ahhhhhhhhhhhhhh!! Pensa na minha F-E-L-I-C-I-D-A-D-E!!! Só não pulei na hora porque estava no escritório :/ (mas lógico que fui pro banheiro fazer UhULLLLLL🙋) 

Por mais que meus textos fossem meus mimos, não imaginava que um dia escreveria um livro, muito menos que fosse publicado por uma editora sem eu pagar nadaaa!

🗣 CONCLUSÃO: Tudo tem seu tempo determinado debaixo do céu. Acredite em você e tenha fé em Deus! Ele sempre tem o melhor pra todos nós 💙 E se não aconteceu ainda, é porque não é a hora!

Espero que tenham gostado do post  Se caso ficar alguma dúvida ou quiserem saber mais sobre algum assunto específico, deixe aqui nos comentários que eu respondo tudo!

Beijos,
Fiquem na paz.

 

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Se não retirar o lixo, os ratos voltam…

Como todos os meus textos, não tenho a menor pretensão de ser “lida” como verdade absoluta, apenas quero te fazer refletir…

Quantos anestésicos você tomou no último mês? Quantos repelentes usou? Até quanto vai usar paliativos para essa sua dor crônica?

Pensa numa casa cheia de lixo, pensa no odor… Em vez de retirar o lixo, você usa “bom ar”; coloca ratoeiras, usa repelentes, e vai “tapeando” até quando der. A ilustração parece ridícula não é mesmo? Mas é o que a maioria de nós fazemos todos os dias com a nossa própria vida.

É mais cômodo fingir que não viu aquela pessoa, do que ligar e pedir perdão, ou melhor, dizer: eu te perdoo.

“Devo e não nego, pago quando puder”, mas por que você não para de comprar e negocia sua dívida?

Tem ido à farmácia como no supermercado, não é mesmo? E ao médico, quando vai?

Rancores, ódio, dores, incertezas, egoísmo, vaidades. Lixos acumulados na alma da gente que já nos acostumamos, nos acomodamos! Os paliativos servem para dizer: “Está ruim, mas nem tanto, dá para esperar mais um pouco”. Uma mentira que nos conforta, mas os ratos estão ali, entorno, esperando uma brecha para te atacar, afinal o lixo você até agora não decidiu tirar.

Suscetível a uma depressão, a perder alguém importante sem a chance de uma reconciliação… Se não retirar o lixo, os ratos voltam! É necessário resolver o foco do problema, mudar os velhos hábitos, ter coragem para o novo, reaprender com a simplicidade de uma criança, a não deixar para depois aquilo que deveria ter sido resolvido ontem.

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Baleia azul 🐋 O jogo

Poderia questionar cada item com você.
Tentar até compreender o propósito dos 49 desafios…
Mas quero ser objetiva,
Vamos para a conclusão.

A morte de um propósito.
A dor de uma mãe indignada, sem entender coisa alguma.
Amigos chocados, com raiva até, perguntando…                            

 Por que isso?

O desafio n°51 é: volte de onde estiver.
Mas sabe porque não te contaram?
Porque não há volta! Você está sendo enganado.

Ei, aqui é uma “curadora” dizendo a ti:
Pare agora mesmo esse “desafio”.
Deus te ama e te quer vivo para que Ele cumpra os propósitos em sua vida.

#NãoaoSuicídio

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Mães encarceradas, filhos condenados?

Sonhos estagnados numa cela,
Como se a realidade já não fosse suficientemente dura.
Dúvidas que pairam um muro,
Inocentes, reféns do sistema.

É questão social? Pare pra pensar!
Que moral o Estado tem pra determinar o futuro de alguém?
Confortável, você julga,
Mulheres sedentas de ajuda!

Seis meses de felicidade paralela,
É o cronômetro da ruptura.
O que faria no lugar delas?

A dor no peito não cabe,
São olhos fitos na grade,
A voz embarga, no último adeus.

Recentemente, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, foi beneficiada pela prisão domiciliar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu a decisão do juiz Marcelo Bretas, por entender que os filhos menores do casal, de 10 e 14 anos, não podem ser privados simultaneamente do convívio com os pais.

Até aí tudo ok se… O benefício da “prisão domiciliar” fosse aplicada a TODAS as detentas que possuem e necessitam desse direito. Dispõe o artigo 117 da Lei de Execução Penal (LEP):

                                                                       

Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de:

III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;

IV – condenada gestante(grifos nossos)                                                                                                                                                                             

Atualmente, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos, a quinta maior população carcerária feminina do mundo.

Segundo um estudo do Ministério da Justiça, a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras.

Não é preciso entender de Direito, muito menos de estatística para comparar o “caso da ex primeira dama” com a realidade das detentas do Brasil, é frustrante! A mulher gestante presa ou com filho menor, se for negra e não tiver condições financeiras para custear um advogado, infelizmente ela terá os piores tratamentos dentro do sistema carcerário, haja vista ele ter sido “criado” em toda sua estrutura para homens.

Presos que menstruam, por Nana Queiroz

Eu ainda não consegui terminar o livro, de tanto que choro com cada relato… A forma cruel, desumana que o Estado trata as mulheres presas é revoltante, e isso triplica quando estão gestante. é de embrulhar o estômago. Elas estão ali para cumprir uma pena, mas se fosse você no lugar delas?

Vamos viajar um pouco… Você é mãe de uma menina linda, com 3 anos de idade. Você precisa trabalhar e a deixa com seu marido, que está de folga nesse dia. Mas você esquece sua carteira e volta… Flagra o infeliz estuprando sua menina. O que você faz? Opção 1: Ora. Opção 2: Chama a polícia. Opção 3: voa em cima do desgraçado e “acaba” o matando… Bem, se você como eu, escolheu a opção 3, com toda certeza será presa, e se estiver “pela Defensoria Pública”, poderá ser mais uma a relatar frases como essas do livro:

“Sabe, tem dia que fico caçando jornal velho do chão para limpar a bunda” – Maria Aparecida

A vida da presa é assim: não pode nem olhar se nasceu com todos os dedos das mãos e dos pés“, conta Gardênia, que ficou algemada à cama durante boa parte do trabalho de parto e, quando sua filhinha Ketelyn nasceu, não pôde sequer pegar o bebê no colo.

Aline, durante a detenção em Belém do Pará, tomou uma paulada na barriga e ouviu do policial:Não reclame, esse é mais um vagabundinho vindo para o mundo”.

Está chocado(a)? Fo** é saber que temos uma lei que só funciona para quem pode custear a garantia dos seus direitos. Que o Estado é negligente, isso não é novidade! Mas eu, você, sociedade, não podemos mais ser omissos! O “benefício” concedido à mulher do cidadão que afundou o Estado do Rio de Janeiro é um verdadeiro tapa na cara nas detentas brasileiras.

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