Paixão de Cristo: o que Ele quer é sacrifício vivo!

Ei! Sei que hoje já passaram milhares de coelhinhos desejando boa Páscoa em sua timeline, mas eu vim aqui, depois de quase um mês ausente, dizer para você que a cruz está vazia! Eu também comerei peixe hoje, mas o que Jesus quer mesmo, é sacrifício vivo! 

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:1-2

Nos quatro cantos do mundo, o nome de Cristo está sendo lembrado hoje de alguma forma. Foi decisão do Pai que Seu filho morresse pelos nossos pecados, por amor, pela graça somos livres! Ainda que esse papo não te faça o menor sentido, ainda que sua fé seja outra, não importa! Inocente, Ele morreu por mim e por ti, por quem crê e por quem blasfema… Ele nos ama!

E esse amor precisa ser proclamado, transbordado por nós todos os dias! Não em apenas uma semana. A abstenção tem que ser contínua, não da carne que entra pela boca, mas da nossa própria carne! 

E o que é sacrificar nossa própria carne? É deixar de fazer o que você quer, o que você acha que é certo, e fazer conforme a vontade Dele. Chega de murmuração! Você está respirando, não está? Então seja grato(a)! Não revide o mal, resista ao egoísmo diário, não compactue com o que é errado. Não entristeça o coração do seu Pai.

O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o  homem“. Mateus 15:11

Queria falar contigo da forma mais simples possível, assim como Ele é! Lembre da crucificação com gratidão, coloque todas as suas dificuldades na cruz, toda dor, toda lágrima… Com a certeza que o Pai vai te por no colo, te segurar pela mão e restaurar todos os teus sonhos! Você não está sozinho(a) nessa!

Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isaías 53:5

Feliz Páscoa!

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Qual é o seu propósito?

Num tempo em que estamos desesperadamente tentando conquistar o mundo, faz-se necessário um momento de silencio. Reflexão sobre o nosso próprio”eu”. Quem é você quando ninguém vê?

Lembra de quando era criança? Aqueles sorrisos soltos, curiosidade da vida, esperança intocada! Não é nostalgia meu bem, é uma parte de você que foi atropelada pela “fase adulta”.

Um dia ouvi uma coisa que faz todo sentido, veja só: “o propósito da nossa vida tem a ver com nosso dom natural”. Encaixou. O que você seria capaz de fazer por toda a vida, na maior facilidade, independentemente de dinheiro e circunstâncias? Você tem habilidade para quê? Já pensou nisso? Muitas perguntas né, eu sei, mas isso é um exercício de autoconhecimento.

Aquilo que você desenvolve com facilidade é o sinal para sua missão! Sim, porque não viemos à passeio nesta vida, precisamos nos mexer! Use seu dom em favor de alguém, e principalmente de você mesmo. Tem gente bem mais perto que imagina, precisando de você, acredite!

Quando entendemos e colocamos em ação nosso propósito tudo ao redor ganha novo sentido, ou para algum começa a fazer sentido… As vezes é um processo longo e dolorido, eu sei. Mas extremamente necessário para nossa felicidade.

Existe um lugar reservado pra ti. Você compreende isso? Não se trata de um lugar que vão dar um jeitinho pra você entrar, ou que vai ser adaptado pra você, ou que não serviu para outro e você vai substituir…. Existe um lugar que é só seu. Reservado desde antes a fundação do mundo pra ti. 

Faça uma retrospectiva de você mesmo até aqui. E veja, por onde sua essência tem se perdido ao longo desses anos… Recupere, tome fôlego e recomece.

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Na verdade, fé a gente até tem… O que falta é força

Conversando com uma amiga esses dias sobre algo que estou passando, ela me disse: “na verdade, fé você tem… O que te falta é força“. E eu fiquei pensando a semana toda nessa frase, fui confrontada, indiretamente ela me instigou a sair da “zona de conforto”. Porque convenhamos, lutar pelos nossos sonhos às vezes cansa! E pior, quando fincamos raízes no problema, perdemos o norte do que realmente queremos. Quantos projetos nós pausamos ou sequer começamos por desânimo todos os anos? Reflita.

E aqui, quando falo de “força” é no sentido literal. Fazer força dói, mas a dor gera vida, aprendizado, resistência e principalmente resiliência. Não sou mãe, nem esse post nada tem a ver com maternidade, mas o exemplo do parto é uma das melhores respostas do céu e da natureza, de que a força, impulsionada para o bem, gera frutos e sorrisos a curto, médio ou longo prazo.

Não é só a mulher que sente dor na hora do parto, o bebê também sente. Afinal, é a primeira vez que o ar entra em seus pulmões e… ele chora. Contudo, em alguns momentos, chorar é um ótimo sinal, oxigênio é vida! E isso me remete a outra reflexão… Nove meses de conforto, mas na hora certa precisamos sair do aconchego e encarar o mundo, os perigos e boas surpresas que a vida naturalmente nos traz.

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz“.
Eclesiastes 3:1-8

Tem situações que enxergamos como barreiras intransponíveis, que só a mesmo para nos sustentar, mas tem outras, que precisamos decidir suar, persistir até alcançar. Lembrei do meu 2º livro parado, dos meus projetos de ressocialização engavetados, do blog sem visualizações… E atualmente, da minha inconstância generalizada em quase tudo na minha vida. Meu coração doeu! A sensação é de frustração. Fazer e não fazer, os dois tem consequências, então na maioria das vezes, muitos de nós, optamos pelo que “dá menos trabalho”, a inércia. Precisamos mudar isso, né? Mas quem disse que é fácil? Eu bem sei que não é.

Queria ter uma conclusão para esse post, mas ainda estou reconstruindo as minhas bases e repensando alguns conceitos. Bora fazer uma lista do que precisamos retomar, mudar, ou mesmo parar esse ano? Tem algo que eu possa te ajudar? 

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A hipersexualização da mulher negra

Faz tempo que estou para falar sobre o assunto. A hipersexualização da mulher negra não é algo evidente apenas no “carnaval carioca”, mas em todo tempo, em todos os meios! Contudo, pior do que o rótulo de “mulata tipo exportação” é ver crianças, adolescentes (e aqui digo negras e não negras), principalmente de áreas periféricas, se hipersexualizando por acharem que assim, vão ser queridas, desejadas ou no deturpado pensamento de alguns… “empoderadas”.

Conta-nos Gilberto Freyre em Casa-grande & senzala que, havia um ditado corrente no Brasil patriarcal a respeito das mulheres: “branca para casar, mulata para foder e negra para trabalhar”.  

Ps. pensei em “amenizar” a frase, mas decidi deixar na íntegra pois não “amenizam” nossa dor, não é mesmo? Agora diga-me, mulher de 2017, sinceramente, esse ditado do Brasil patriarcal, mudou algo hoje em dia? (Deixa sua resposta nos comentários, por favor).

Eu poderia relatar vários casos aqui… Exemplo a “Globeleza“, que no último carnaval apareceu coberta, para surpresa de todos. A mulata tipo exportação para gringo ver, veio repaginada este ano. Houve comemoração por parte de mulheres que se sentiam aviltadas com o que consideravam “objetificação do corpo feminino”, houve quem considerasse a decisão da emissora um reflexo de uma onda conservadora no país, ou seja, uma linha muito tênue que separa a hipersexualização da liberdade de expressão.

Nas zonas nobres da cidade do Rio, mulher negra “do corpão” andando na orla da praia, é constantemente abordada por gringos como prostituta. Por que será? Uma cultura infeliz enraizada em nosso país, e ainda  há quem diga que esse assunto é “mimimi”.

Propaganda alvo de ação judicial teve por unanimidade a seguinte decisão: “Com base no raciocínio que construí, entendo que a propagada apresentada não se inclui como ofensiva ou discriminatória”. Pasmem!

A sensação é de impotência, surreal manas! Vemos nossos corpos negros expostos como objeto de desejo, e a “justiça” diz que “está certinho”, “sem problema algum”. Como está escrito na primeira imagem:  “Não deixem que te façam pensar que o nosso papel na pátria é atrair gringo interpretando mulata“. Preta, se você tem “corpão”, “bundão”, que bom! Mas você é bem mais que isso viu?!

Num outro cenário não tão distante, observo crianças e adolescentes, tendo sua infância erotizada, a maioria negras e de regiões periféricas, sendo bombardeadas diariamente por conteúdos que as fazem se hipersexualizarem, muitas vezes apoiadas ou incentivadas pelos próprios pais.

As meninas, por outro lado, são incitadas a se hipersexualizarem para chegarem a uma feminilidade hegemônica”  diz Maria Luiza Heilborn, professora do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, ou seja, o recado da mídia é: quando mais “gostosa” a mulher for, mas poder ela terá.

É deprimente! As consequências são bem mais profundas do que se espera, não trata-se apenas de crianças vestidas como adulto ou um adolescente com roupas excessivamente sensuais, é todo um despertar psíquico e comportamental de forma PRECOCE para uma vida sexual, por exemplo. 

Não é a violência que cria a cultura, mas é a cultura que define o que é violência. Ela é que vai aceitar violências em maior ou menor grau a depender do ponto em que nós estejamos enquanto sociedade humana, do ponto de compreensão do que seja a prática violenta ou não”, diz Luiza Bairros, doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan e ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir).

Pais, tenham cuidado com seus filhos, eles tem vocês como o primeiro exemplo.

Não tive a pretensão de esgotar o assunto, mas o trazer à tona para que possamos juntos refletir… Vamos ter consciência de que nosso corpo não é bagunça e que nossas crianças tem direito de serem crianças! Não incentive nem permita que essa infância seja deturpada, que a “inocência” seja precocemente extinta, por favor.

 

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Casa 1: gerada pela ausência do seu amor

Já ouviu falar na casa 1? Os motivos que levaram a criação dela, destruíram meu coração.

Na foto Iran Giusti (barba) e Otávio Salles (camiseta verde) – coordenadores da casa – Foto: NILTON FUKUDA

Casa 1 é uma casa de acolhimento para LGBTs expulsos de casa, que funciona em um sobrado no bairro de Bela Vista, São Paulo/SP. Entre os moradores há vítimas de violência física e psicológica, pessoas que foram ameaçadas de morte por vizinhos ou pela própria família.

O Projeto nasceu de um financiamento coletivo, uma iniciativa totalmente voluntária, sem qualquer patrocínio público ou privado.

Segundo Otávio, um dos idealizadores, o intuito é proporcionar aos residentes oportunidades que geralmente lhes são negadas por conta do preconceito. Cada pessoa acolhida pode permanecer por até 3 meses na casa, período que pode ser estendido conforme as necessidades individuais. Durante o período de acolhimento, a pessoa recebe atendimento individual, suas necessidades são entendidas e busca-se ajuda de voluntários que possam auxiliá-la. Os próprios moradores são responsáveis pela comida, limpeza e cuidados com a casa, que funciona como uma república.

Daí eu fiquei pensando… Meu Deus! Eram para essas pessoas estarem com seus pais, com sua família. Acolhidos em amor, respeito e compreensão.

Acredito que ninguém é obrigado a concordar com a forma que o outro leva a vida, mas com toda certeza devemos respeitar. Isso é cidadania, consciência de que não moramos em uma bolha (em tese), e sim em sociedade. Vivemos num Estado democrático de direito, mas em muitos lares a ditadura permanece, infelizmente.

Cara, é cruel! E o que mais fiquei indignada foi saber que a grande parte dos moradores da Casa 1 são filhos de “pastores“. Mas que pastores são esses que nem mesmo seus filhos apascentam, amam? Qual foi a ovelha que Cristo rejeitou? Nem mesmo Seus traidores.

A hipocrisia que hoje transborda as igrejas, tem feito mais vítimas que o “poder paralelo” no país. A palavra de muitos pais só faz segregar, deprimir, matar seus filhos.

Tenho vontade de abraçar essas pessoas e dizer: ei, Jesus te ama! A tua expulsão de casa, nada tem a ver com Ele. O amor de Deus, o amor Ágape ensinado em Sua Palavra JAMAIS contemplaria qualquer atitude desumana.

O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 1 Coríntios 13:1-7

Veja bem, esse post tem uma única pretensão: questionar o “amor” dessas famílias, desses pais. Questionar o meu, o seu amor pelo próximo. Sinto-me envergonhada e impotente diante desse cenário absurdo que há em nossa sociedade. Pessoas doentes da alma, do corpo e da mente que se sentem no “direito” de atingir a dignidade do outro. 

Se esse post chegar a algum de vocês, moradores da Casa 1 e toda comunidade LGBTs, quero pedir perdão! Perdão por esses indivíduos que estampam o nome de Cristo no peito mas que nunca O conheceram! Onde há qualquer tipo de violência não existe Deus.

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