Baleia azul 🐋 O jogo

Poderia questionar cada item com você.
Tentar até compreender o propósito dos 49 desafios…
Mas quero ser objetiva,
Vamos para a conclusão.

A morte de um propósito.
A dor de uma mãe indignada, sem entender coisa alguma.
Amigos chocados, com raiva até, perguntando…                            

 Por que isso?

O desafio n°51 é: volte de onde estiver.
Mas sabe porque não te contaram?
Porque não há volta! Você está sendo enganado.

Ei, aqui é uma “curadora” dizendo a ti:
Pare agora mesmo esse “desafio”.
Deus te ama e te quer vivo para que Ele cumpra os propósitos em sua vida.

#NãoaoSuicídio

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Mães encarceradas, filhos condenados?

Sonhos estagnados numa cela,
Como se a realidade já não fosse suficientemente dura.
Dúvidas que pairam um muro,
Inocentes, reféns do sistema.

É questão social? Pare pra pensar!
Que moral o Estado tem pra determinar o futuro de alguém?
Confortável, você julga,
Mulheres sedentas de ajuda!

Seis meses de felicidade paralela,
É o cronômetro da ruptura.
O que faria no lugar delas?

A dor no peito não cabe,
São olhos fitos na grade,
A voz embarga, no último adeus.

Recentemente, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, foi beneficiada pela prisão domiciliar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu a decisão do juiz Marcelo Bretas, por entender que os filhos menores do casal, de 10 e 14 anos, não podem ser privados simultaneamente do convívio com os pais.

Até aí tudo ok se… O benefício da “prisão domiciliar” fosse aplicada a TODAS as detentas que possuem e necessitam desse direito. Dispõe o artigo 117 da Lei de Execução Penal (LEP):

                                                                       

Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de:

III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;

IV – condenada gestante(grifos nossos)                                                                                                                                                                             

Atualmente, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos, a quinta maior população carcerária feminina do mundo.

Segundo um estudo do Ministério da Justiça, a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras.

Não é preciso entender de Direito, muito menos de estatística para comparar o “caso da ex primeira dama” com a realidade das detentas do Brasil, é frustrante! A mulher gestante presa ou com filho menor, se for negra e não tiver condições financeiras para custear um advogado, infelizmente ela terá os piores tratamentos dentro do sistema carcerário, haja vista ele ter sido “criado” em toda sua estrutura para homens.

Presos que menstruam, por Nana Queiroz

Eu ainda não consegui terminar o livro, de tanto que choro com cada relato… A forma cruel, desumana que o Estado trata as mulheres presas é revoltante, e isso triplica quando estão gestante. é de embrulhar o estômago. Elas estão ali para cumprir uma pena, mas se fosse você no lugar delas?

Vamos viajar um pouco… Você é mãe de uma menina linda, com 3 anos de idade. Você precisa trabalhar e a deixa com seu marido, que está de folga nesse dia. Mas você esquece sua carteira e volta… Flagra o infeliz estuprando sua menina. O que você faz? Opção 1: Ora. Opção 2: Chama a polícia. Opção 3: voa em cima do desgraçado e “acaba” o matando… Bem, se você como eu, escolheu a opção 3, com toda certeza será presa, e se estiver “pela Defensoria Pública”, poderá ser mais uma a relatar frases como essas do livro:

“Sabe, tem dia que fico caçando jornal velho do chão para limpar a bunda” – Maria Aparecida

A vida da presa é assim: não pode nem olhar se nasceu com todos os dedos das mãos e dos pés“, conta Gardênia, que ficou algemada à cama durante boa parte do trabalho de parto e, quando sua filhinha Ketelyn nasceu, não pôde sequer pegar o bebê no colo.

Aline, durante a detenção em Belém do Pará, tomou uma paulada na barriga e ouviu do policial:Não reclame, esse é mais um vagabundinho vindo para o mundo”.

Está chocado(a)? Fo** é saber que temos uma lei que só funciona para quem pode custear a garantia dos seus direitos. Que o Estado é negligente, isso não é novidade! Mas eu, você, sociedade, não podemos mais ser omissos! O “benefício” concedido à mulher do cidadão que afundou o Estado do Rio de Janeiro é um verdadeiro tapa na cara nas detentas brasileiras.

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É possível lutar com outras armas

Projeto Favelagrafia
Foto: Anderson Valentim

É possível lutar com outras armas,
Contrariar as estatísticas,
Surpreender as expectativas,
Curar feridas com sorrisos.

Dizem que somos produto do meio,
Pode até ser… Mas se o contexto não for bom
Temos a opção de sermos instrumentos de transformação,
Exemplos de superação!

Quantas histórias se repetem na favela, nas vielas, no asfalto?
Quantos conseguem desconstruir
As mentiras contadas sobre o tom da sua pele?

É preciso ter fé!
Olhar para as circunstâncias e decidir fazer diferente…
Você é capaz. Somos todos capazes.

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Moça, seu corpo não é bagunça!

Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês” 1 Coríntios 6:19-20

Moça, seu corpo não é bagunça!
Não aceite as migalhas que te oferecem,
Só para apalparem suas curvas…
Você não é prato descartável!

Ei, pensa bem…
Um momento vale tanto assim?
Sua colheita tem sido de vazios e frustrações.
Até quando permitirá que depositem tralhas em ti?

Chega!
De ser experimento, passatempo,
Ocasião.

Deixa eu te dizer:
Seu corpo é sagrado moça!
Valorize-se, por favor.

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Presos que menstruam

Como cidadã, como operadora do Direito e principalmente como cristã, não posso e nunca vou compactuar com a falta de humanidade que essas mulheres sofrem.

Tese do meu TCC enquanto graduanda, a falta de dignidade, de humanidade no sistema penitenciário brasileiro é algo que me revolta!

Não importa o crime cometido, existe uma pena a ser cumprida e ponto. O fato de estarmos do lado de fora das grades, não nos torna melhor nem pior do que aquelas que estão sendo tratadas como lixo do lado de dentro do sistema. Diante de Deus necessitamos da mesma graça e do mesmo perdão.

Detentas!
Lutando por higiene e dignidade,
Fazem das paredes seus diários,
Num universo paralelo atrás das grades.

O que fizeram para estar ali?
Isso mão importa! O Estado virou as costas…
E a sociedade aplaude,
A total ausência de humanidade.

Descaso!
Descarado, quando o jornal vira papel higiênico,
E o miolo de pão absorvente…

Mulheres tratadas como homens na penitenciária,
Clamam em silêncio pela sobrevivência,
Se afirmando todos os dias como gente em meio a todo lixo e degradação.

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