Pediram-me para falar de “amor”

Pediram-me para falar de amor,
Fiquei meio encabulada.
Combustível que consome a humanidade,
Eros. Está por toda parte.

Phileo, alguém o conhece?
Costumava ser presente,
Em outras gerações…
Um amor altruísta, que hoje está em extinção.

E quem sobrevive,
Em meio a tanto egoísmo?
Eros e Phileo não se sustentam sozinhos…

Necessário um amor intransponível, paciente, benigno,
Esse sim… Inspira-me!
Ágape. O amor de Cristo.

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Aborto? NÃO!

Susto! Não era a hora.
Será mesmo? Não existe erro nos planos de Deus.
A vida começa na concepção,
Não seja conivente em sacrificar um inocente.

As circunstâncias se tornam gigantes,
O medo invade a mente,
Um desespero que cega…
Mas acredite, a cicatriz na alma permanece.

Menina, mulher, você já nasceu guerreira.
Ser mãe é um desafio, eu sei!
Mas Aquele que gerou o milagre, cuidará de ti a cada amanhecer.

Tenha coragem em dizer NÃO!
Tudo que esse pequeno ser precisa, é de você.
Dê uma chance para quem ainda não pode se defender.

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24 de maio – Dia do detento

24 de maio, dia do detento.
Dia de comemorar as lágrimas diárias de uma mãe;
Dia de celebrar a revista feminina humilhante nos presídios;
Mais um dia sem ter sequer a previsão de um julgamento.

Dia do detento. Por que mesmo?
Hoje não terá ratos e baratas nas celas?
A refeição será entregue de forma digna?
Corpos não serão mutilados neste dia?

O processo vai andar Excelência?
Hoje é nosso dia.
Mas chutaram a barriga da mina, chamaram de vagabundo aquele que ainda está no ventre.

O sangue está correndo pelas grades;
LEP é utopia, o Estado mata mais do que a facção rival.
Dia do detento. Talvez seja para movimentar o “comércio” local.

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Baleia azul 🐋 O jogo

Poderia questionar cada item com você.
Tentar até compreender o propósito dos 49 desafios…
Mas quero ser objetiva,
Vamos para a conclusão.

A morte de um propósito.
A dor de uma mãe indignada, sem entender coisa alguma.
Amigos chocados, com raiva até, perguntando…                            

 Por que isso?

O desafio n°51 é: volte de onde estiver.
Mas sabe porque não te contaram?
Porque não há volta! Você está sendo enganado.

Ei, aqui é uma “curadora” dizendo a ti:
Pare agora mesmo esse “desafio”.
Deus te ama e te quer vivo para que Ele cumpra os propósitos em sua vida.

#NãoaoSuicídio

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Mães encarceradas, filhos condenados?

Sonhos estagnados numa cela,
Como se a realidade já não fosse suficientemente dura.
Dúvidas que pairam um muro,
Inocentes, reféns do sistema.

É questão social? Pare pra pensar!
Que moral o Estado tem pra determinar o futuro de alguém?
Confortável, você julga,
Mulheres sedentas de ajuda!

Seis meses de felicidade paralela,
É o cronômetro da ruptura.
O que faria no lugar delas?

A dor no peito não cabe,
São olhos fitos na grade,
A voz embarga, no último adeus.

Recentemente, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, foi beneficiada pela prisão domiciliar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que restabeleceu a decisão do juiz Marcelo Bretas, por entender que os filhos menores do casal, de 10 e 14 anos, não podem ser privados simultaneamente do convívio com os pais.

Até aí tudo ok se… O benefício da “prisão domiciliar” fosse aplicada a TODAS as detentas que possuem e necessitam desse direito. Dispõe o artigo 117 da Lei de Execução Penal (LEP):

                                                                       

Art. 117. Somente se admitirá o recolhimento do beneficiário de regime aberto em residência particular quando se tratar de:

III – condenada com filho menor ou deficiente físico ou mental;

IV – condenada gestante(grifos nossos)                                                                                                                                                                             

Atualmente, as mulheres representam 6,4% da população carcerária do Brasil, que é de aproximadamente 607 mil detentos, a quinta maior população carcerária feminina do mundo.

Segundo um estudo do Ministério da Justiça, a maioria das mulheres presas no país (68%) é negra, enquanto 31% são brancas e 1%, amarela. No Acre, 100% das detentas eram negras em junho de 2014. O segundo estado com o maior percentual é o Ceará, com 94%, seguido da Bahia, com 92% de presas negras.

Não é preciso entender de Direito, muito menos de estatística para comparar o “caso da ex primeira dama” com a realidade das detentas do Brasil, é frustrante! A mulher gestante presa ou com filho menor, se for negra e não tiver condições financeiras para custear um advogado, infelizmente ela terá os piores tratamentos dentro do sistema carcerário, haja vista ele ter sido “criado” em toda sua estrutura para homens.

Presos que menstruam, por Nana Queiroz

Eu ainda não consegui terminar o livro, de tanto que choro com cada relato… A forma cruel, desumana que o Estado trata as mulheres presas é revoltante, e isso triplica quando estão gestante. é de embrulhar o estômago. Elas estão ali para cumprir uma pena, mas se fosse você no lugar delas?

Vamos viajar um pouco… Você é mãe de uma menina linda, com 3 anos de idade. Você precisa trabalhar e a deixa com seu marido, que está de folga nesse dia. Mas você esquece sua carteira e volta… Flagra o infeliz estuprando sua menina. O que você faz? Opção 1: Ora. Opção 2: Chama a polícia. Opção 3: voa em cima do desgraçado e “acaba” o matando… Bem, se você como eu, escolheu a opção 3, com toda certeza será presa, e se estiver “pela Defensoria Pública”, poderá ser mais uma a relatar frases como essas do livro:

“Sabe, tem dia que fico caçando jornal velho do chão para limpar a bunda” – Maria Aparecida

A vida da presa é assim: não pode nem olhar se nasceu com todos os dedos das mãos e dos pés“, conta Gardênia, que ficou algemada à cama durante boa parte do trabalho de parto e, quando sua filhinha Ketelyn nasceu, não pôde sequer pegar o bebê no colo.

Aline, durante a detenção em Belém do Pará, tomou uma paulada na barriga e ouviu do policial:Não reclame, esse é mais um vagabundinho vindo para o mundo”.

Está chocado(a)? Fo** é saber que temos uma lei que só funciona para quem pode custear a garantia dos seus direitos. Que o Estado é negligente, isso não é novidade! Mas eu, você, sociedade, não podemos mais ser omissos! O “benefício” concedido à mulher do cidadão que afundou o Estado do Rio de Janeiro é um verdadeiro tapa na cara nas detentas brasileiras.

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